Eu nunca tinha misturado morangos com aceto balsamico, então essa foi a primeira vez. Salpiquei as frutas picadas com açúcar demerara e depois pinguei gotas de um bom aceto balsamico. Deixei macerar por umas horas e servi sem nenhum acompanhamento. Agradou gregos e troianas.
A latinha tem um charme todo especial—é minúscula, cor-de-rosa e vem acompanhada de um prático canudinho flexível e retráctil. Essa é a versão mini do Sofia Blanc de Blancs, um vinho espumante blend de pinot blanc, sauvignon blanc e um toque de muscat.
E Sofia é ela mesma, a diretora de filmes bacanas, filha do também diretor de filmes bacanas, que tem uma vinícola no Napa Valley.
O meu grande problema neste momento é conseguir me controlar e parar de comprar todas as cestinhas de figo que vejo pela frente—fato que só evidencia um comportamento ostensivo de ganância extrema. O que posso fazer se adoro essa fruta e estamos na temporada? Pior seria se eu também fosse pegar figos lá na árvore de ninguém. Até agora me contentei com os figos comprados, mas o grande problema dessa obsessão é conseguir consumir todas as frutas antes que elas fiquem completamente incomíveis.
Na lida de uma dúzia de figos maduríssimos e prestes à irem pras cucuias, resolvi num rompante não muito criativo que eles iriam virar sorvete. Fiz a mesma receita de sempre, sem nenhuma novidade nesta frente culinária. 1 xícara de creme de leite fresco, 1/2 xícara de leite, mel a gosto, a dúzia de figos maduros e uma pequena dose de vinho do Porto. Liquidificador, sorveteira e o resto é história.
Foi um almoço de família, organizado pela Reidun e Marianne—mãe e filha. Foi muito legal rever pessoas que não víamos há alguns anos. Estava tudo muito bem organizado e a comida, apesar de não ter nenhum prato super especial, estava bem saborosa. Fez um dia bem calorento no Marin county, o que pode ser considerado excepcional, pois aquela região, que se incluí na Bay Area, é sempre muito mais fresca que o Central Valley onde fica Davis. Passamos a tarde toda no convercê e eu fotografei algumas coisas nos intervalos. Não me concentrei na comida, pois não tinha nada diferente do frango assado, salmão, salada de batata, salada verde. Gosto mesmo é da maneira como a Reidun recebe. Eram trinta convidados e ela usou pratos de cerâmica, talheres de metal e copos de vidro. Nada de descartáveis. Adoro os utensílios viking que ela tem, além das maravilhosas peças de antiguidades e das cerâmicas escandinavas, que são as mais lindas que eu já vi.
Vi essa receita no blog Cravo da Índia já faz muito tempo e guardei. Finalmente pude testar e ficou muito, muito bom!
Cortar o pimentão ao meio, remover as sementes e temperar com sal e azeite. Colocar num refratário ou assadeira e rechear com fatias de queijo halloumi. Assar em forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC até os pimentões ficarem cozidos e o queijo gratinado. Enquanto os pimentões assam prepare um molhinho com uma pimenta pequena [usei jalapeño] e um punhado de salsinha fresca. Moa tudo no processador com azeite. Toste pinoles na frigideira. Eu não tinha pinoles, usei sementes de abóbora. Na hora de servir regue os pimentões assados com o molho verde e salpique com as sementes.
As pêras Nashi são uma variedade de pêra asiática—as pêras crocantes. Essas são uma lindeza só, redondinhas e doces. Comprei na barraquinha daquela senhorinha muito batuta e assertiva. As pêras começam a aparecer no final do verão, marcando mais uma etapa do ciclo das estações.
Eu sou fã dos pepinos, especialmente desses. Quando eles começam a aparecer no Farmers Market no meio do verão, fico animadíssima, pois essa é uma das variedades mais doces e delicadas. Eles são pequenos, no formato mesmo de um limão. E são deliciosos em saladas. Às vezes eu como puro, só descasco, corto em fatias e nhack! Mas tem que descascar, não dá pra fatiar com casca como outros pepinos, pois a casca do pepino limão é bem áspera e com alguns micro espinhos.
Dulcíssimas e refrescantes, essas uvas orgânicas foram a minha contribuição para o almoço de família que tivemos ontem em Marin county, já que não tive tempo de preparar nenhum prato especial.
Meu pai tem um arquivo enorme de fotografias em slides, que deve ter sido uma versão muito popular na década de 60 e 70. Mas aqueles slides não resistiram muito bem ao tempo, por isso no ano 2000 meu pai teve o trabalhão de digitalizar toda a coleção de fotos, limpando as imagens e assim salvando as preciosas cenas famíliares do ostracismo das caixinhas esquecidas no fundo do armário. Quando eu recebi os cds com as fotografias restauradas passei dias em estado de total arrebatamento emocional, me divertindo imensamente com tudo o que estava podendo rever. Na maioria das fotos eu estou exibindo a minha famosa personalidade exuberante e super ativa, fazendo todas as caretas possíveis e preenchendo todos os espaços fotografáveis com a minha presença charmosa e divertida.
Nessa sequência com meus irmãos na piscina do clube, tirada no início da década de 70, eu não deixei por menos e apareci em TODAS as fotos, fazendo todas as poses e algumas piruetas e caretas, é claro. Consegui ofuscar até a pose singela da minha fofíssima irmã, com minha fantástica pose de sereia insistente e aparecida. Eu era realmente incansável.
Se alguém por algum acaso não conseguiu me identificar, eu sou a criatura onipresente de maiozão azul.
Meu chefe me apareceu com um pepino, que ele ofereceu e eu aceitei, não pude recusar. Ele disse que era um pepino japonês, mas eu duvidei. E contou que pegou dois deles na horta pública do departamento de Plant Science, fato que eu também duvidei. Que ele pegou os pepinos lá na horta eu tive certeza, mas duvidei que pudesse só passar e ir pegando. Acho que você tem que trabalhar nela pra poder pegar os legumes e verduras. Mas tudo bem, eu aceitei o pepino que me foi ofertado tão gentilmente pelo meu chefe e com ele fiz uma salada.
Fatiei o pepino bem fininho no mandoline e temperei com um molho feito com iogurte integral, suco de limão, flor de sal, pimenta branca moída, dill seco e bastante azeite.
Essa é a época do ano em que eu fico completamente frenética tentando usar todos os tomates que chegam via cesta orgânica, pela horta ou nas minhas compras impulsivas no Farmers Market ou no Co-op. Então temos um ítem com tomate em todas as refeições, seja salada, prato quente ou frio. A razão pra tanta pressa é que os tomates estragam rápido, pois eles ficam na bancada da cozinha, nunca na geladeira. Tomate guardado na geladeira perde definitivamente todo o seu sabor e textura original. Portanto, se você costuma guardar seus tomates na geladeira, nunca realmente provou o verdadeiro sabor adocicado e delicado desse fruto.
Outro dia usei vários dos tomates grandes super maduros numa receita bem simples e que ficou bem legal. Cortei uma tampa e despolpei os tomates—com a polpa e as tampas fiz molho. Recheei os tomates com uma mistura feita com restos de arroz basmati misturados com bastante salsinha picada e um tanto de azeitonas pretas. Antes de rechear os tomates, pinguei no fundo azeite e salpiquei com sal, coloquei o recheio, decorei com uma bolota de cream cheese e levei ai forno até eles ficarem cozidos e gratinados. Ficou muito bom.
E desta vez matei os tomatinhos pequenos, amarelos e vermelhos, numa torta que revelou-se no mínimo o máximo. A receita saiu da supimpa Everyday Food.
torta de tomate e ricota
Serve 4 pessoas
2 xícaras de farinha de pão fresca
1/4 xícara de azeite de oliva
1 xícara de ricota de leite integral
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
2 ovos grandes
2 colheres de sopa de manjericão fresco picadinho
Sal e pimenta do reino moída a gosto
Tomates cortados em fatias ou tomatinhos cortados ao meio
Pré-aqueça o forno em 450ºF/ 230ºC. Misture a farinha de pão com o azeite até formar uma farofa. Eu faço minha farinha na hora, com pão torrado ou bolachas integrais. Pressione essa farofa no fundo de uma forma de aro removível [daquelas de fazer cheese cake]. Numa vasilha misture bem a ricota, o queijo parmesão, os ovos, o sal e a pimenta e o manjericão picadinho. Espalhe esse creme sobre a massa de farinha de pão e azeite. Cubra tudo com os tomates e regue com um fio de azeite. Leve ao forno e asse por 35 a 45 minutos. Deixe esfriar, desenforme. Sirva morna ou na temperatura ambiente.
Todo ano eu recebo dezenas de pimentas jalapenõ na minha cesta orgânica. Algumas vezes chegam também cayenne. Eu nunca sei o que fazer com elas, por medo ou falta de idéias mesmo. Mas este ano, depois de ter provado a sopa de chili no Duarte's Tavern de Pescadero, concluí que assim não poderia ficar e decidi que este ano as pimentas vão entrar na roda e dançar um samba—ou rumba, ou conga, ou salsa.
As primeiras jalapeños que chegaram já foram pra churrasqueira, onde foram tostadas, embrulhadas em folhas de papel toalha e quando esfriaram foram despeladas e abertas, as sementes removidas. Nem usei naquele dia, guardei na geladeira e fui buscar uma receita para fazer uma sopa com elas. Achei essa, que era exatamente o que eu procurava. Fiz e ficou bem interessante, não excepcional como a sopa do Duarte's, mas pelo menos fiquei feliz por ter usado minhas pimentas.
cream of roasted jalapeño soup
12 jalapeños, assadas, removido peles e sementes
1 cebola pequiena picada
1 xícara de creme de leite fresco
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
4 xícaras de caldo de galinha * usei de legumes
Sal a gosto
Sour cream e tortillas chips para servir * opcional
Coloque as jalapenõs, a cebola e o creme de leite no processador e bata até formar um creme. Numa panela derreta a manteiga e junte a farinha, misturando bem até ficar uma mistura bem lisa. Devagar junte o creme de pimenta, mexendo constantemente para evitar que queime. Adicione o caldo de galinha ou legumes e o sal e continue mexendo até a sopa engrossar. Reduza o fogo e deixe cozinhar por 5 minutos, mexendo sempre. Remova do fogo e sirva quente ou deixe esfriar e sirva morna ou fria, com tortillas e sour cream se quiser.
Essa receita saiu do livro Chez Panisse Café Cookbook da Alice Waters e fez parte do Menu Califórnia que foi montado a pedido do Eduardo, para ser degustado pela sua simpática confraria. Ele era originalmente um crisp de pêras, mas como no final da receita a Alice sugere que essa sobremesa pode ser feita com outras frutas, resolvi testar com o resto das nectarinas do meu quintal que sobreviveram às doações e congelamentos. Ficou excelente.
Crisp de nectarina
[serve de 4 a 6 pessoas]
Cobertura
1/2 xícara de nozes ou amêndoas *usei amêndoas
1 xícara de farinha de trigo
3 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de açúcar branco
1/8 colher de chá de canela em pó
Uma pitada de sal
6 colheres de sopa de manteiga sem sal
Recheio
6 nectarinas maduras [mais ou menos 1 quilo], descaroçadas e cortadas em fatias
1/4 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de farinha de trigo
Pré-aqueça o forno em 375ºF/200ºC.
Toste as nozes ou amêndoas levemente e depois pique. Numa vasilha misture a farinha, o açúcar mascavo e branco, a canela e o sal. Corte a manteiga em pedacinhos e jogue na mistura de farinha, mexendo com os dedos até obter uma farofa. Junte as nozes picadas e misture bem—essa cobertura deve ficar numa consistência firme, quando pressionada com a mão. Pode ser preparada até uma semana antes e ficar guardada na geladeira.
Coloque as fatias de nectarina numa vasilha. Adicione o açúcar. Polvilhe com a farinha e misture gentilmente com as mãos. Coloque a mistura num refratário de vidro ou cerâmica—eu usei ramequins. Com uma colher, coloque a cobertura sobre as frutas, pressionando levemente. Coloque o refratário sobre uma assadeira e leve ao forno, na grade central, e asse por 40 ou 50 minutos, até que a cobertura esteja dourada e o suco das peras tenha engrossado. Sirva morno com sorvete de baunilha ou chantilly aromatizado com Armagnac. Eu servi frio e acompanhado de um copo de leite integral orgânico, quase um creme.
Parei na frente da banca do fazendeiro e fui caminhando para o lado, olhando as cestinhas com cinco, seis, sete, oito variedades diferentes de abobrinha. Fui perguntando, qual é essa, que gosto tem, como prepara? Perguntas tolas, eu sei, porque algumas delas eu teria que comprar, não pelo sabor, nem pela possibilidade de receitas, nada. Compraria só por causa do formato, das cores. E comprei esses dois tipos: a lebanese squash e a patty pat squash versão verde escuríssimo [tem uma verde bem clarinha e a velha conhecida amarela]. Essas são bem pequenas, parecem pequenas jóias. Fiz salada com elas e o veredito é: essas abobrinhas têm gosto de abobrinha.
Estava na horta tentando arrumar alguns galhos dos tomateiros que crescem selvagem e enlouquecidamente quando dei de cara com esse baita lagartão verde! A lente macro pegou todos os micro detalhes horrorendos desse bicho, cujo nome cientifico é Manduca quinquemaculata, mas é conhecido vulgarmente como Hornworms. Eu saí correndo, deixei o bicho lá no galho, mas vou ter que monitorar pra ver se ele não vai fazer nenhum estrago, pois esse tipo de lagarta come os tomates—uma coisa impressionante, ainda mais que nem consegui identificar qual é o lado da boca e se ela tem dentes. S u p e r f r e a k !
Pegue dois tomatoes heirloom, corte em fatias grossas e tempere com uma vinagrete feita com vinagre de vinho, flor de sal, pimenta do reino moída e azeite. Antes de servir sapeque queijo de cabra em pedacinhos e folhinhas de manjericão—esses são de um minúsculo e perfumado chamado spicy bush.
Os tomates heirloom são uma categoria especial de tomates e ganham essa denominação por serem tomates que têm uma tradição. Os heirloom são frutos naturais e especiais pois nunca foram manipulados pelo homem. Eles têm polinação natural, através do vento, dos pássaros ou da replantagem das suas próprias sementes. Diferentes dos hibridos, que foram engendrados para serem uniformes, terem o mesmo aspecto e, sobretudo, serem mais resistêntes às pestes, os heirloom são espíritos livres, tomates hippies dançando descalços ao som dos tambores sobre a luz da lua. Eles nascem, crescem sem compromisso e não têm nenhuma preocupação estética de agradar, mas mesmo assim eles viram tomates lindos, justamente por não serem tomates massificados, um igual ao outro. Eles podem ficar enormes e às vezes se apresentar em formatos deveras interessantes. Os heirloom são muito comuns por aqui, eu mesma planto deles na minha horta. Os tomates gigantes que as ratazanas devoraram num verão no passado eram heirloom. Eu muitas vezes compro os tomates heirloom só por causa das suas cores e formas. Mas eles ainda têm outra vantagem sobre os tomates hibridos: são doces, suculentos, deliciosos, imbatíveis em sabor e textura. Alguns heirloom que já abafaram na passarela do Chucrute foram os rajados e os pitangas e os zebra.
Produto da bacanuda fazenda Capay, esse figo é o fino da bossa, pois além de ser um figo, ainda tem essa fachada totalmente fashionable com listas desiguais—very chic—em verde e amarelo. E a polpa avermelhada tem sabor e textura de uma geléia de figo. É como se você estivesse comendo um doce, mas é uma fruta fresca.
Quando eu chego do Farmers Market nas manhãs de sábado trazendo as flores embrulhadas em folhas de jornal na minha cestinha, é a hora mais feliz para o meu gato Roux. Ele adora as flores—cheirar, morder, comer. Tenho um grande receio de que ele vai se intoxicar um dia, porque não sou entendida em plantas e não sei o que pode ser perigoso. Mas a florista sabe que meu gato come as flores que eu compro dela e nunca me alertou contra nenhuma. Mas já aconteceu dele não dar bola pra algumas, acho que o tal instinto funciona, mesmo num gatonildinho meio pancada como o Roux. Essas ele já cheirou. Estou tentando mantê-lo afastado, para as flores durarem pelo menos um dia, mas logo eu perco o controle e ele ataca. Felicidade para ele se resume à um lindo ramalhete de flores!
Relendo um dos capítulos de Como Cozinhar um Lobo da M.F.K. Fisher, caí na gargalhada quando li essa passagem, onde ela comenta a nossa neurose em encobrir os cheiros causados durante a preparação da comida. Sendo eu uma dessas, que fica um pouco neurotizada com o cheiro de cebola frita, vesti a carapuça.
"Você pode fazer um acordo, encobrindo um cheiro com outro. Você pode fazer isso, seguindo os ensinamentos da escola Stark de Realismo, acendendo um pedaço de jornal amassado e correndo pelos cômodos da casa com o jornal esfumaçado. Você pode, mais efetivamente [e mais ajeitadamente] pingar gotas de óleo de eucalipto ou pinho numa placa de metal quente e movimentá-la pra lá e pra cá. Se voce quiser se sentir como um personagem dos irmãos James num vago momento romântico, você pode pode pingar umas gotas de óleo de lavanda numa bacia de prata cheia de água quente. E se você é alguém que eu não conheço, e mais que isso, não me importo de nunca conhecer, você pode queimar um pequeno cone de incenso. Ou você pode assar a carne, fritar as cebolas, refogar o alho no vinho tinto... e me convidar pra jantar. Eu nao me importo, realmente, mesmo que seu nariz esteja meio brilhante, contanto que você se sinta confiante e certa de que lobo ou nao lobo, sua mente é sua e seu coracão é de alguém e portanto está no lugar certo."
Fisher era uma mulher com uma prosa fina e uma língua afiada. Ela tinha uma maneira elegante, porém direta, de dar uma opinião. Mesmo sendo uma daquelas encucadas com a possibilidade do meu cabelo estar cheirando a bife frito, concordo com cada palavra desse parágrafo e reconheço o ridículo de tentarmos encobrir o efeito das nossas aventuras culinárias. Mas mesmo assim, quando eu acho que devo, fervo umas emanações com cascas de laranja ou pauzinhos de canela. E lavo o cabelo. No entanto, certamente como a Fisher, não me importo de nunca vir a conhecer pessoas que queimam incenso!
Tirei essa receita de uma dessas revistas naturebas que se pega de graça na porta dos supermercados. Parei total nos ingredientes, embora tenha dado uma adaptada. A receita original usava frango, eu troquei por camarão. Serve quatro pessoas, ou duas com sobras para o dia seguinte.
1 xícara de leite de coco
1 xícara de leite de arroz
1 1/2 xícara de suco de cenoura
1 colher de sopa de pasta de curry vermelha
2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
Uma bandeja de camarões grandes [ umas 300gr]
1 ninho de vermicelli de arroz
1 xícara de ervilhas
1 pimentão verde ralado fininho
1 xícara de coentro ou manjericão fresco *usei coentro
1 colher de chá de shoyo ou molho de peixe *usei shoyo
Refogue o camarão rapidamente na wok com um pouquinho de óleo de canola, sal, pimenta e o pimentão raladinho. Remova e reserve. Bata no liquidificador na velocidade mais baixa o leite de coco, leite de arroz, suco de cenoura, pasta de curry vermelha e a manteiga de amendoim. Remova para uma sopeira e leve à geladeira para gelar. Enquanto isso cozinhe o vermicelli conforme instruções no pacote. Junte as ervilhas, se forem congeladas. Coe tudo para uma vasilha e reserve. Na hora de servir junte o vermicelli com as ervilhas e os camarões refogados ligeiramente com o pimentão na sopeira. Tempere com shoyo e decore com o coentro. Sirva com colher e garfo.
Outro delicioso snack japonês. Eu estou sempre lá no Kim's Market, a lojinha asiática de Davis, procurando por novidades made in japan. Adoro essas coisinhas diferentes, que os japoneses são experts em fazer.
No Gastronautas amadores da Lu Terceiro vi o link para o blog Jantarte e lá vi o link para o website do fotógrafo David Douglas Ducan, que fez muitas fotos do gênio Picasso. Eu já conhecia quase todas essas fotos, que foram publicadas inúmeras vezes, algumas delas na biografia do pintor escrita pela Arianna Huffington—Picasso, Creator & Destroyer, que eu li anos atrás. Do conjunto de fotos, essas com Pablo e Jacqueline à mesa são as mais encantadoras.

